Nos meus ataques de gula...o que me passa pela cabeça é: "Se não comer isto, morro".
Assalto as bolachas com recheio de chocolate do meu gaijo, as bolachas maria, o chocolate negro escondido no frigorífico, um copo de coca-cola, a fruta que apanhar e até as bolachas de aveia (lights) que faço semanalmente. Abocanho tudo em poucos minutos. Depressa enquanto ele saiu. Depressa, limpa a boca para se aparecer alguém. Engole rápido. Como uma fugitiva, uma fora-da-lei, uma assassina. Limpa a boca, sacode as migalhas, lava os dentes e senta-se no sofá.
Tapo-me com a manta. Imagino toda a comida a invadir-me as entranhas, a instalar-se onde não deve, fico desapontada e penso: "Foi só hoje". Sinto nojo de mim. Faço zapping na televisão.
Ele chega. Repara nas bolachas que faltam [será que deixei pistas do ataque propositadamente? claro...]. Chama-me a atenção. Choro. E solto as emoções que quis controlar com a comida. Mais uma vez. Levanta a cabeça e segue em frente!