quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

“Não tenho que ser como elas”

(ao ler a Lilith lembrei-me disto…)

Esta foi uma das frases que mais me ficou na mente depois da hipnoterapia que fiz há quase dois anos.

Elas são a minha avó materna, a minha mãe e as irmãs dela.

São, umas mais e outras menos, OBESAS. Problemáticas. Hipocondríacas. Fracas mentalmente. Vão-se abaixo com a mais mísera das dores. São negativas. Viciadas em medicamentos. Vivem todas junto umas às outras.

Uma delas, a filha mais nova (38) é gorda e desleixada.
A outra a seguir (40) não é obesa, mas é triste.
A outra é muito fumadora (40 e tal), vazia de cabeça e desleixada.
A minha mãe (49) é obesa e, apesar de ninguém ter a diagnosticado, é bipolar.
Apenas uma delas se mantém ainda casada mas o marido foi trabalhar para fora e …"coitadinha, está sozinha, precisa de apoio. Hoje está com dores de cabeça e na cama, vai lá levar-lhe um comprimido dos meus". "Não, levas dos meus que são mais fortes". "Está bem, então, eu levo dos teus". "Entãããoo….estááás melhorrrr? (tom de vómito)".

Eu, com isto, tenho sempre duas atitudes. Ou saio de lá com a maior energia do mundo do tipo-não-vou-ser-assim-deixa-lá-ir-já-correr-um-bocado ou então, e infelizmente, quando estou mais fraca emocionalmente, parece que absorvo todas aquelas energias negativas e venho de lá intragável, fraca e triste.

Há uma semana, um dos meus melhores amigos dizia-me: “Mas porque é que lá vais? Não vás. Telefona a perguntar se está tudo bem e não vás lá tantas vezes”.

Fácil, não é? Já comecei a pôr isso em prática.