quarta-feira, 16 de março de 2011

A consulta mais macabra da minha vida!

Foi ontem na clínica de fisioterapia. O médico começou por chegar meia hora atrasado. Entrou na sala e desdobrou-se em sorrizinhos para as velhotas com cheiro a mofo e outras coisas que prefiro não comentar, e a dizer, ah e tal, “as minhas namoradas, são todas minhas namoradas” e elas riam-se e faziam abanar as gordurangas das suas barrigas gordas e balofas de idade e febras de porco fritas em óleo.

Esperei imenso tempo. Depois chamou-se e entrei. Vi logo que a coisa não ia correr bem. Era velho e com idade, certamente, de estar reformado. Começou por dar-me dois beijinhos “que dou sempre às mais idosas que são minhas namoradas e também às mais novas com idade de serem minhas netas”.

Começou a consulta a ver-me o raio-x. Depois perguntou:

- Fez mais algum exame?

- Fiz uma TAC.

- E onde?

- Na Clínica X.

- Ah, muito bom.

Prosseguiu a ver o raio-x e a escravinhar. “Bom, isto é a L5/S1”, (pois…isso já eu sei). Passado poucos segundos perguntou:

- Fez mais algum exame?

- Fiz uma TAC.

- E onde?

- Na Clínica X.

- Ah, muito bom.

Ok, aqui achei que estava bêbado ou ter algum AVC. Então tinha acabado de me perguntar aquilo!! E a sua reacção foi exactamente a mesma, ou seja, não disse “ah, pois, já me tinha dito”. Mas reagiu na segunda vez como na primeira. E eu já começava a ver mal e a deseja que ele não me pusesse os dedos nas costas.

Depois começou a perguntar há quanto tempo tinha aquelas dores e, surpreendam-se, arrotou e nem perdão pediu. Aqui ia eu vomitando, enfim. Conclusão: “Tem que voltar cá mais tarde com a TAC para eu analisar melhor a situação”.

Ok, Sr. doutor, até à próxima (ou nunca mais). Nisto viro-me para ir pegar no casaco para o vestir e ouço um barulhão…e não é que o médico me cai da cadeira??? “Ai estas rodinhas da cadeira…”

Bem. Ajudei-o a levantar-se, perguntei se se tinha magoado, se queria que eu pedisse ajuda (e ainda me lembrei do curso de primeiros socorros que tirei há uns anos) e se estava bem. Tudo bem, fui-me embora mas não sem antes perguntar no guichet: “Não têm mais nenhum médico?” Isto enquanto ele se ria e comentava com a empregada que lá chegou ao gabinete entretanto, “Epá, cai mesmo agora aqui…rás’parta a cadeira”.

SURREAL. Ate me dói a barriga a rir quando me lembro do episódio.