…Não foi dos mais românticos. Para quem ainda desconhece, eu vivo numa aldeia, relativamente perto de três centros urbanos, a meia hora da capital, mas num sossego monstruosamente bom. Já gostei de lá viver, já detestei isso, e hoje em dia amo e orgulho-me imenso de lá viver. Pela tranquilidade, pelo ar puro, pela certeza que, depois de um dia de trabalho longo, volto sempre ao meu refúgio perto da mata e perto da praia.
E como vivo numa aldeia, também tenho uma espécie de quinta. E é aqui que entra o meu momento de contacto com a Natureza desta semana. Escolhi-o por ter sido deferente de todos os contactos que costumo ter. Eu, Luna Maria, estive ontem cerca de uma hora a descascar cabeças de alhos. Sentada num caixote ao pé do limoeiro e da laranjeira, a ouvir os patinhos na sua cerca, estive a preparar as cabeças de alho (algumas já chochas) para serem encaixotadas e devidamente acondicionadas para serem utilizadas ao longo do ano, depois de várias semanas a secar ao sol. Bendito meu paizinho que os semeou e os apanhou. Agora tenho alhos na despensa para uma infinidade de semanas. Strange? I love it! Tirando o rabo quadrado de tanto tempo sentada e alguns golpes nos dedos da faca…