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quarta-feira, 28 de março de 2012

"Ai que estou a ficar muito gorda..."

Ontem à noite, depois de me ter deixado bater por meia dúzia de batatinhas assadas no forno com bacalhau, azeite e alho (Love it!!!) e pão caseiro feito pelos sogros (sim, opá, foi mesmo só ontem e uma comida saloia que adoro…a tiborna), lá se estava no sofá a confraternizar, eu, o meu gaijo, a irmã dele, a mãe e o puto de um ano e pouco, quando a minha sogra começa a dizer:

Sogra: Ai pá, eu não sei o que fazer. Ando a engordar tanto! Só faço é comer. Não sei se isto é da menopausa ou dos nervos.
Cunhada: Ai também eu...
Sogra: Pois não sei se é de estar mais em casa, não posso estar na cozinha, quando dou por mim estou agarrada ao pão e ao doce…

Eu: (com uma brilhante ideia e na esperança de mudar o mundo) Então, vamos fazer as três dieta! A partir de agora é só refeições saudáveis ao domingo e no dia da semana em que jantamos juntos, boa? (sim, porque essas duas refeições são sempre o meu ‘calcanhar de Aquiles’ às quais não consigo fugir ou resistir).

Elas: ………(crii, crii, criii, grilos = silêncio)
Eu: Ou então ao final do dia vão andar um bocado a pé a ver o mar, até porque o meu sogro também precisa de andar, disse-lhe hoje o médico…
Elas: … … …(mais crriii, criii, criii e mudança radical de conversa).












Oi?
Perder peso e ganhar saúde sem esforço ou com magia? Deves, deves…

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Episódios alheios…

Quando estive de férias entretive-me a analisar pessoas comuns, pessoas banais que se cruzam nas nossas vivas, numa ou outra situação para depois, talvez, até nunca mais as vermos.

Costumo fazer muito isso, na rua, no café, nos transportes públicos, na praia, na esplanada…sou observadora demais!

Uma noite destas fui jantar a um restaurante/marisqueira com o meu gaijo. Na ponta da sala estava uma família jovem cujos pormenores assim descrevo: o casal devia ter uma média de 20 e poucos anos de idade (apesar de aparentarem mais); havia dois filhos, um rapaz e uma rapariga (talvez com 4,5 anos de idade) perfeitamente mal educados, pulavam das cadeiras, falavam alto e enquanto a mãe os chamava a atenção, o pai estava encostado à parede a olhar para a televisão e a agir como se os filhos nem fossem dele. Na hora das sobremesas, os adultos comeram dois pudins e depois vieram dois gelados, um para cada miúdo. Guerra com os cromos, choro, batalha (porque “o dele é mais giro que o meu!”), birra e “já não quero mais gelado!”. E nisto…a mãe come o resto do gelado.

E esta última situação foi a que mais me chocou. Mas porque é que aquela mãe teve de comer a porcaria do resto do gelado da miúda mimada e irritante depois de feito a sua refeição (não percebi o que foi) e comido um pudim?

A mães da minha família também sempre foram assim…comiam os restos dos filhos. E são gordas. E aquela rapariga também era.

Beijinhos