quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Episódios alheios…

Quando estive de férias entretive-me a analisar pessoas comuns, pessoas banais que se cruzam nas nossas vivas, numa ou outra situação para depois, talvez, até nunca mais as vermos.

Costumo fazer muito isso, na rua, no café, nos transportes públicos, na praia, na esplanada…sou observadora demais!

Uma noite destas fui jantar a um restaurante/marisqueira com o meu gaijo. Na ponta da sala estava uma família jovem cujos pormenores assim descrevo: o casal devia ter uma média de 20 e poucos anos de idade (apesar de aparentarem mais); havia dois filhos, um rapaz e uma rapariga (talvez com 4,5 anos de idade) perfeitamente mal educados, pulavam das cadeiras, falavam alto e enquanto a mãe os chamava a atenção, o pai estava encostado à parede a olhar para a televisão e a agir como se os filhos nem fossem dele. Na hora das sobremesas, os adultos comeram dois pudins e depois vieram dois gelados, um para cada miúdo. Guerra com os cromos, choro, batalha (porque “o dele é mais giro que o meu!”), birra e “já não quero mais gelado!”. E nisto…a mãe come o resto do gelado.

E esta última situação foi a que mais me chocou. Mas porque é que aquela mãe teve de comer a porcaria do resto do gelado da miúda mimada e irritante depois de feito a sua refeição (não percebi o que foi) e comido um pudim?

A mães da minha família também sempre foram assim…comiam os restos dos filhos. E são gordas. E aquela rapariga também era.

Beijinhos

6 comentários:

Alex disse...

Engraçado. Quando estive de ferias tive uma crítica precisamente pelo contrário... pedi um café e um pastel de nata. O café para mim e o pastel de nata para o meu filho. Ele comeu 2 colheres do creme e não quis mais (fez birra... :( e eu acabei o meu café, paguei e vim embora.

Fui a uma loja de roupa e entrei no vestiário. Daí a nada ouço uma moça enorme... 120 a 130 kg... a comentar q tinha acabado de ver uma situação chocante: ainda dizem que estamos em crise,,, ainda agora vi uma situação em que um puto não comeu um pastel de nata e a mãe em vez de o comer deixou lá.

Eu saí do vestiário e respondi: Da minha carteira sei eu e se o devia ter comido ou não também não são contas do seu rosário... ela ficou que nem um tomate.

A questão era q de facto eu podia ter levado... mas para quê? ele n ia comer... mais cedo ou mais tarde eu teria que o comer??? não!! eu n sou assim... é como se ele tivesse comido... não comeu... deixei o resto...

Su disse...

Hoje até fico de queixo caído. Já nem tanto com o teu relato mas ainda mais com o da Alex.
As pessoas não têm mesmo mais nada com que se preocupar para se darem ao luxo de criticarem as outras por um pastel de nata.
Quanto não irão elas gastar a todos nós em bandas gástricas, bypass gástricos e afins???
Na minha família também se tinha o hábito de fazer isso e também de comer sem vontade o prato que não tinhamos sido nós a encher porque havia muita gente com fome no mundo.
Eu concordo em não estragar comida e por isso habituei os meus filhos a dizerem ao certo o que lhes apetece comer (em questões de quantidade não de comer, que isto aqui não é ao menú).
Depois devem comer o que têm no prato.
Quando vamos comer fora já perdi o hábito de comer tudo o que vem na dose só "para não estragar" pois o estrago em mim era maior. Com o tempo e por me continuar a fazer impressão estragar comida acabei por pedir uma sopa para mim e depois partilhar das doses das outras pessoas. É verdade que nem sempre como aquilo que gosto mas como não sou grande gourmet...não me ralo assim tanto. Se por acaso quero mesmo comer algo que ninguém partilha peço para me embalar o resto da dose e por vezes esse "resto" dá para mais duas refeições.
beijocas linda e desculpa o testamento

Cláudia disse...

Olá! Concordo com a Su... As pessoas criticam as outras por tudo! Mesmo que não tenham nada a haver com o assunto! Os meus pais, porque não calhava só à minha mãe, sempre comeram os nossos "restos"! E estão os dois obesos! Mas também só comiam porque queriam, não éramos nós que nos serviamos!
Eu acho que cada vez mais temos de ensinar as nossas crianças sobre este assunto (e outros).
Não é correcto deitarmos comida fora, quando sabemos que existem tantas crianças e adultos a morrerem à fome. Mas também não é correcto andarmos a comer sem vontade só para não desperdiçar, pois acabamos mal...
Beijinho*

Dolfy disse...

Olá...a minha mâe e as mulheres da minha familia faziam o mesmo e ensinou me a não deixar restos..e somos todos gordos também...

Luna Leve disse...

Alex: Estou chocada com esse comentário! Nem sei o que haveria de dizer à senhora...sinceramente.


Pois é meninas, são hábitos maus que se criam. É mesmo preciso educar as nossas crianças a comerem bem, equilibradamente, sem desperdícios e sem "mais olhos que barriga". (se fosse comigo a situação que vi..para a próxima não havia [mesmo] gelado para ninguém!!)

Fomos educadas por uma geração cujos pais passaram tempos difíceis e fome. Por isso fomos induzidas a comer tudo, grande bife frito, batatas fritas, arroz, salada e tudo acompanhadinho com pão!

Temos que mudar mentalidades porque hoje em dia somos diferentes a nível fisiológico.

Podem-me dizer..."mas antigamente as pessoas comiam pão cozido a lenha com torresmos e um prato de feijão com chouriço e eram magras!", pois, mas não passavam o dia inteiro sentadas a conduzir, à frente do computador e no sofá à noite à frente da televisão.

Beijinhos a todas!!!

Ju disse...

Ai o que eu diria a essa senhora Alex, coitadinha sairia a correr da minha frente :x
Luna, infelizmente por alguma razão as crianças e os adolescentes são tão mal formados hoje em dia, os próprios pais não sabem educar-se, quanto mais aos filhos!