Hoje apetece-me falar sobre o meu namorado. Às vezes não o consigo definir. Muitas vezes mesmo. É o tipo de gaijo que, apesar de ser mais novo, tem por vezes atitudes que me deixam boquiaberta (como por exemplo, preocupar-se com a roupa que está na rua ao final do dia e colocá-la debaixo do telheiro para não apanhar humidade). Mas em relação à alimentação…ui…às vezes até me arrepio porque se eu fizesse o que ele faz tinha engordado no mínimo vinte quilos num ano. Em casa dele há coisas que raramente houve na minha. Ele é frascos de doce, bolachas, chocolates, sumos, bolos secos e queijos dos bons por todo o lado. Come bolachas e iogurte ao pequeno-almoço. A família é daquelas que passam imenso tempo à mesa e comem sobremesas à noite umas três a quatro vezes por semana. Eu nunca fui habituada a isso…mas sempre fui obrigada a comer tudo o que estava no prato e muito pãozinho a acompanhar.
Hoje em dia, o meu namorado, é capaz de ter uns dez quilos a mais para além de ter uma barriguinha parva de cerveja. Mas não se preocupa com isso. Apesar de fazer algum desporto, a ele basta-lhe cortar um bocado na alimentação e emagrece logo.
No entanto, é um óptimo companheiro. Alerta-me quando já estou a passar os limites, aguenta as minhas neuras e, de vez em quando, até me deixa comer uns docinhos.
Mas é super difícil conseguir conciliar a minha alimentação com a dele, por exemplo, nos jantares.
Eu não posso, por motivos de saúde, abusar de carnes vermelhas, sal, condimentos no geral e fritos. E isso é tudo o que ele gosta. Aliás…ontem apanhei-o a pôr mais sal no tacho…ai ai ai!
Enfim…é um drama. Pensar no que fazer para o jantar, bom para ele, saudável para mim e que dê para um e outro trazer para o emprego. Volta e meia mando-o ir jantar à mãe!
Beijos e tenham um óptimo dia light que eu ando práqui a tentar digerir e aniquilar do meu corpo duas broazinhas que me levaram uns amigos ontem lá a casa para a acompanhar o cházinho. Damn!